Skip to content

Educação financeira para crianças não é um bicho de sete cabeças

Share on twitter
Share on linkedin
Share on facebook
Share on whatsapp

A partir de dezembro deste ano, todas as escolas brasileiras deverão incluir obrigatoriamente o tema “Educação Financeira” na grade curricular de suas disciplinas. A medida vem para combater o analfabetismo financeiro no Brasil, uma situação que está preocupando as políticas públicas no país.

Apesar disso, especialistas afirmam que o ideal seria que os pais encarregassem da educação financeira dos filhos, mas isso não costuma acontecer. Uma pesquisa realizada pela Unicamp e Abefin, em 2017, revelou que 93% dos brasileiros nunca aprenderam em casa como administrar o próprio dinheiro.

Para Elemar Pimenta, economista, especialista em finanças e professor do IPOG – Instituto de Pós-Graduação: “a falta de educação financeira gera inúmeros problemas na fase adulta. Na maioria dos casos, uma vida com maus hábitos financeiros é consequência desse cenário”.

Ensinando pelo exemplo

No livro “Casais inteligentes enriquecem juntos”, de Gustavo Cerbasi, o autor explica que, em casa, os pais devem discutir abertamente com os filhos as decisões sobre dinheiro, investimentos e planejamento para o futuro. Além disso, deve também ensinar pelo exemplo. Não adianta exigir dos filhos que guardem dinheiro no cofrinho, se os próprios pais não têm o hábito de poupar.

Elemar Pimenta ainda questiona: “será que os pais estão preparados para falar sobre dinheiro? Geralmente, é uma questão de educação financeira para os adultos, para que depois eles consigam replicar isso aos seus filhos. Tudo parte do conhecimento, mas também da consciência da importância de ir atrás da capacitação”.  

O professor ainda compartilha uma dica de leitura: “Um bom livro para ajudar os pais na relação com o dinheiro é o ‘Pai rico, pai pobre’, de Robert Kiyosaki e Sharon Lechter. Uma excelente obra, que trará lições importantes sobre o impacto dos ensinamentos financeiros no futuro dos filhos”.

Dicas para incentivar a educação financeira

“A partir de que idade deve-se começar a falar sobre dinheiro com as crianças?” Para Elemar, a resposta é: “A partir do momento que a criança começa a falar ‘me dá'”. Ele ainda complementa:

“Muitas vezes, os pais não sabem dizer ‘não’ para as crianças, que são impulsivas, movidas por emoção. Por exemplo: se você passar numa loja 30 vezes com seu filho, provavelmente, ele irá pedir que você compre algo nessas 30 vezes. Então, é preciso desenvolver a consciência de que existe uma hora certa para comprar, e de ‘querer’ é totalmente diferente de ‘necessitar’”.


Uma boa forma de incentivar a educação financeira é através de situações do dia a dia, principalmente, se for de uma maneira divertida. O professor comenta que pais e filhos podem, por exemplo, brincar com o clássico jogo “Banco Imobiliário”, que estimula a percepção financeira na criança, simulando contextos reais.

Na obra de Gustavo Cerbasi, ele ainda compartilha outras duas dicas:

1 – Dê permissão para que os filhos trabalhem com situações de escolha e compra com recursos limitados. Por exemplo: peça ajuda a eles para montar o orçamento de uma festa de fim de semana ou das próximas férias.

2 – Compartilhe com os filhos o orçamento da família. Faça o acompanhamento mensal dos gastos e o monitoramento de algumas contas de poupança para atingir certos objetivos, como uma viagem. Isso proporcionará um excelente aprendizado sobre a importância de poupar dinheiro.

“O dinheiro precisa ser tratado como um assunto familiar, que pode ser discutido na mesa de jantar, sem problema nenhum, sem pudor. De uma maneira franca, honesta, saudável e responsável”, finaliza Elemar Pimenta.  

Gostou das dicas? Assine nossa newsletter e receba em primeira mão conteúdos exclusivos sobre finanças pessoais.


Assine nossa newsletter e receba o melhor conteúdo sobre finanças.

Ao assinar a newsletter, declaro que conheço a Política de Privacidade e autorizo a utilização das minhas informações.

Assine nossa newsletter e receba o melhor conteúdo sobre finanças.

Ao assinar a newsletter, declaro que conheço a Política de Privacidade e autorizo a utilização das minhas informações.

Assine nossa newsletter e receba o melhor conteúdo sobre finanças.

Ao assinar a newsletter, declaro que conheço a Política de Privacidade e autorizo a utilização das minhas informações.

Assine nossa newsletter e receba o melhor conteúdo sobre finanças.

Ao assinar a newsletter, declaro que conheço a Política de Privacidade e autorizo a utilização das minhas informações.