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Como se planejar financeiramente para a aposentadoria?

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A consciência de poupar dinheiro para o futuro ainda é pequena entre os brasileiros. Segundo estudo realizado pelo SPC Brasil e Banco Central, seis em cada dez brasileiros não se planejam financeiramente para a aposentadoria. Para Fabio Gallo Garcia, Doutor em Finanças e professor da FGV, essa é uma questão sociocultural.

“A não preocupação do brasileiro com o futuro é, basicamente, resultado de três fatores: um grave problema de distribuição de renda no país, um histórico recente de alta inflação e um analfabetismo financeiro, ou seja, a ausência de educação financeira”.

Apesar disso, Fabio é categórico ao afirmar que não dá para terceirizar esse problema apenas para o governo: “A aposentadoria é uma responsabilidade individual. O quanto antes você começar a pensar, melhor e mais fácil será para você”.

Mas, por onde começar?  

O primeiro passo para se planejar financeiramente é pensar em qual padrão de vida a pessoa deseja ter quando se aposentar.

De acordo com Fabio, a partir do momento que você define como deseja viver, você deve responder às duas perguntas abaixo:

1) Quanto eu preciso de renda para viver nesta condição?
2) Quanto tempo eu tenho disponível para poupar esse valor?

Por exemplo: se sua meta é acumular R$ 500 mil e se aposentar aos 60 anos, Fabio afirma que, com investimento de cerca de R$ 143/mês, considerando juros de 1% ao mês, a partir dos 30 anos de idade, é possível alcançar esse objetivo. No entanto, se você iniciar esse planejamento aos 50 anos, precisará poupar uma quantia mensal bem maior, algo em torno de R$ 2.173,54.

O professor da FGV alerta que, no cenário atual, a taxa de 1% ao mês é difícil de conseguir na prática. “Se a taxa com a qual começar a se planejar for menor do que 1%, a pessoa terá de guardar um valor ainda maior”, afirma o especialista.

Como alcançar a meta financeira?

Com o planejamento em mãos, é hora de estabelecer quais serão os meios para se preparar financeiramente, ou seja, como você irá construir seu patrimônio. “Nunca é através de uma maneira só”, comenta Fabio. “Usualmente, é uma carteira de investimentos: nela, você pode ter mais risco, menos risco. Isso dependerá do prazo que você tem à disposição para se aposentar. É muito diferente uma pessoa que está a cinco anos da aposentadoria e outra que ainda nem está no primeiro emprego”.

Leia também: Saque FGTS: como usar esse dinheiro de forma consciente?

A pesquisa realizada pelo SPC Brasil e Banco Central identificou que os meios mais comuns entre os brasileiros para se preparar para a aposentadoria são: as aplicações financeiras (42%), principalmente a previdência privada (20%), e outros ativos financeiros, como ações, títulos ou fundos (20%). Para 35%, os recursos do INSS servirão de renda e 16% dizem que dependerão de terceiros, tais como cônjuges, filhos ou outras pessoas da família.

Quanto devo poupar?

“Não existe uma porcentagem pré-definida. Todas as pesquisas sobre bem-estar e felicidade na aposentadoria apontam que o segredo é viver de acordo com o planejado. Ou seja, não é uma questão de riqueza, é saber se você tem renda suficiente para o nível de vida que escolheu ter”, explica Fabio Garcia.

Ele ainda enfatiza: “Nunca é tarde para começar a se planejar e o quanto mais cedo você começar, melhor”.

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